Carol Comunica

Policial13 de junho de 20263 min de leitura

A mãe que foi perdoada, mas sabia de tudo

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, cinco anos após a morte do menino que comoveu o Brasil.

Foto: Reprodução / TJRJ
Foto: Reprodução / TJRJ

A decisão foi tomada durante o julgamento do caso e reacendeu emoções, debates e diferentes interpretações sobre responsabilidade, sofrimento e justiça.

Henry tinha apenas 4 anos quando morreu, em março de 2021. Desde então, o caso mobilizou a opinião pública e transformou o nome do menino em símbolo da luta contra a violência infantil. Durante o julgamento, os jurados entenderam que Monique não teve a intenção de causar a morte do filho, mas falhou ao não impedir as agressões que ele sofria.

Condenada por omissão, a mãe recebeu uma pena de um ano e quatro meses de prisão. No entanto, a Justiça aplicou o perdão judicial, considerando que a perda do único filho, os anos de prisão e a intensa exposição pública já representaram uma punição de grande impacto em sua vida.

A decisão dividiu opiniões. Enquanto alguns defendem que nenhuma mãe deixa de sofrer pela perda de um filho, outros acreditam que o caso exige uma responsabilização mais severa. O pai de Henry, Leniel Borel, manifestou indignação com o resultado e afirmou que continuará buscando justiça em nome do filho.

No mesmo julgamento, Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte da criança. Mesmo com a sentença, a história de Henry permanece viva na memória dos brasileiros, lembrando a importância da proteção à infância e do combate à violência contra crianças.


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Carol Comunica

Maringá, 13 de junho de 2026 · 3 min de leitura

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