A decisão foi tomada durante o julgamento do caso e reacendeu emoções, debates e diferentes interpretações sobre responsabilidade, sofrimento e justiça.
Henry tinha apenas 4 anos quando morreu, em março de 2021. Desde então, o caso mobilizou a opinião pública e transformou o nome do menino em símbolo da luta contra a violência infantil. Durante o julgamento, os jurados entenderam que Monique não teve a intenção de causar a morte do filho, mas falhou ao não impedir as agressões que ele sofria.
Condenada por omissão, a mãe recebeu uma pena de um ano e quatro meses de prisão. No entanto, a Justiça aplicou o perdão judicial, considerando que a perda do único filho, os anos de prisão e a intensa exposição pública já representaram uma punição de grande impacto em sua vida.
A decisão dividiu opiniões. Enquanto alguns defendem que nenhuma mãe deixa de sofrer pela perda de um filho, outros acreditam que o caso exige uma responsabilização mais severa. O pai de Henry, Leniel Borel, manifestou indignação com o resultado e afirmou que continuará buscando justiça em nome do filho.
No mesmo julgamento, Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte da criança. Mesmo com a sentença, a história de Henry permanece viva na memória dos brasileiros, lembrando a importância da proteção à infância e do combate à violência contra crianças.



