Carol Comunica

Policial25 de junho de 20263 min de leitura

Empresa é condenada após manter todos os cargos de gerência ocupados por homens

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação de R$ 300 mil contra a fabricante de colchões Ortobom por discriminação de gênero em sua unidade de Arapongas, no Paraná.

Foto: Reproducão / Gemini
Foto: Reproducão / Gemini

A decisão confirma o entendimento da Justiça do Trabalho de que a empresa mantinha um quadro de liderança formado exclusivamente por homens.

Segundo o processo, os 24 cargos de gerência da unidade eram ocupados apenas por homens. Ao recorrer da condenação, a empresa não conseguiu demonstrar critérios objetivos que justificassem a ausência de mulheres nas posições de liderança, levando o TST a manter a decisão.

Apesar da condenação, o cargo mais alto da companhia é ocupado por uma mulher. Desde o fim de 2025, Carolina Pires exerce a função de CEO da Ortobom.

Decisão reforça combate à discriminação estrutural

A decisão é considerada relevante por especialistas em direito do trabalho por reconhecer a chamada discriminação estrutural. Nesse tipo de situação, a Justiça entende que práticas de exclusão podem ocorrer mesmo sem provas diretas de discriminação individual ou manifestações explícitas de machismo.

O entendimento do TST foi de que a empresa deveria demonstrar que seus processos de contratação e promoção garantiam igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, o que, segundo a Corte, não foi comprovado.

Participação feminina ainda é desafio

O caso também chama atenção para a baixa representatividade feminina em cargos de liderança no mercado de trabalho. Atualmente, cerca de 17,4% das empresas brasileiras possuem mulheres na presidência. No cenário internacional, apenas cerca de 6% das grandes corporações globais têm mulheres ocupando o cargo de CEO.

No próprio Tribunal Superior do Trabalho, responsável pela decisão, 7 das 27 cadeiras são ocupadas por ministras.

A decisão reforça o debate sobre igualdade de oportunidades no ambiente corporativo e o papel das empresas na promoção da diversidade em cargos de liderança.


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Carol Comunica

Maringá, 25 de junho de 2026 · 3 min de leitura

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