Foto: Rafael Macri / PMMSaúde12 de maio de 2026
Casos de esporotricose acendem alerta em Maringá e região
O aumento de casos de esporotricose em Maringá e municípios da região tem preocupado autoridades de saúde e profissionais da área veterinária. Conhecida popularmente como “doença do gato”, a infecção é causada por um fungo do gênero Sporothrix e pode afetar tanto animais quanto seres humanos.
A doença é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida entre animais e pessoas. Apesar do nome popular, especialistas reforçam que os gatos não são os responsáveis pela origem da enfermidade — eles também são vítimas da infecção e acabam funcionando como transmissores do fungo, principalmente por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com feridas contaminadas.
Segundo profissionais da área veterinária, os felinos são os animais mais afetados pela doença devido ao hábito de cavar, circular em ambientes externos e entrar em contato com solo, madeira, plantas e outros animais infectados.
Sintomas preocupam tutores
Entre os principais sinais da esporotricose em gatos estão feridas que não cicatrizam, lesões na região do focinho, patas, orelhas e cauda, além de secreções, emagrecimento e dificuldade respiratória em casos mais graves.
Já em humanos, a doença pode causar feridas na pele, geralmente após arranhões ou contato com secreções do animal contaminado. Em situações mais severas, a infecção pode atingir outras partes do corpo, especialmente em pessoas com baixa imunidade.
Autoridades reforçam prevenção
Com o crescimento dos registros no Paraná, órgãos de saúde alertam para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. A orientação é que tutores procurem atendimento veterinário ao perceber qualquer lesão suspeita nos animais.
Especialistas também recomendam evitar manipular gatos doentes sem proteção adequada, utilizando luvas e higienizando bem as mãos após qualquer contato.
Outro ponto destacado pelas autoridades é o combate ao abandono de animais infectados. Além de aumentar o sofrimento do animal, o abandono contribui para a disseminação da doença em áreas urbanas.
Como prevenir a esporotricose
Entre as principais medidas preventivas estão:
* manter os gatos dentro de casa;
* evitar contato com animais doentes;
* procurar atendimento veterinário diante de feridas suspeitas;
* utilizar equipamentos de proteção ao manipular animais infectados;
* manter ambientes limpos e higienizados.
A conscientização da população é considerada fundamental para conter o avanço da doença na região.
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