Carol Comunica

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Textos publicados aqui em primeira mão — antes de irem para os jornais e revistas que circulam pelo país.

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O acúmulo de resíduos em uma praia de Puerto RicoO acúmulo de resíduos em uma praia de Puerto Rico

Mundo18 de maio de 2026

O lixo que produzimos hoje ameaça o amanhã

Nós quase nunca paramos para pensar nisso, mas você sabia que cada um de nós, de forma individual, produzimos 1kg de lixo a cada 24 horas? E isso inclui todos os tipos de lixo ( eletrônico, orgânico,metal,vidro,papel). No mundo inteiro, estima-se que a humanidade produza 2 bilhões de toneladas de lixo por ano, ou seja a cada 365 dias. O grande problema disso é que grande parte desse descarte não é reciclado, ou depositado no devido lugar, vai para aterros, e muitas vezes acaba em rios e oceanos. Estudos indicam que até 2050 o número de consumo pode aumentar para 3,4 bilhões de toneladas por ano. Para reduzir esse problema, pequenas mudanças no cotidiano podem fazer a diferença, dentre elas: a separação correta do lixo reciclável, a redução do uso de plástico descartável, o combate ao desperdício de alimentos e o consumo mais consciente. Reutilizar produtos, optar por embalagens sustentáveis e realizar o descarte adequado de eletrônicos e materiais tóxicos também são atitudes importantes. Enquanto o planeta bate recordes de calor, a humanidade continua produzindo toneladas de lixo todos os dias como se os recursos fossem infinitos. Plástico nos oceanos, rios contaminados, animais morrendo e cidades cada vez mais quentes: o problema ambiental deixou de ser um alerta e virou consequência direta do consumo exagerado e do descarte irresponsável. **O planeta está mudando — e boa parte disso foi causada por nós**.

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Foto: CPTEC / INPEFoto: CPTEC / INPE

Mundo18 de maio de 2026

El Niño pode retornar em 2026

As chances do fenômeno El Niño se formar no segundo semestre de 2026 e permanecer até o fim do ano chegaram a 82%, segundo dados atualizados da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência climática dos Estados Unidos. O fenômeno é monitorado a partir da temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Apesar da alta probabilidade, especialistas afirmam que ainda é cedo para confirmar a intensidade do El Niño. Segundo o meteorologista Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os modelos climáticos passam por um período de menor precisão durante as estações de transição, como outono e primavera. O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico ficam mais quentes do que o normal por vários meses, alterando os ventos e impactando o clima em diferentes regiões do planeta. No Brasil, os principais efeitos costumam incluir aumento das chuvas no Sul e períodos de seca no Norte e Nordeste. Caso o fenômeno se confirme nos próximos meses, especialistas alertam para a possibilidade de inverno menos frio no Sudeste, ondas de calor mais intensas e maior risco de eventos climáticos extremos, como tempestades e enchentes. Segundo o INPE, o aquecimento global é atualmente o principal fator de preocupação climática, enquanto o El Niño atua como um potencializador desses extremos. O aumento da temperatura dos oceanos e da atmosfera pode tornar os eventos climáticos cada vez mais intensos e frequentes nas próximas décadas. O monitoramento do fenômeno segue sendo realizado por órgãos internacionais e pelo CPTEC/INPE, responsável pelo acompanhamento climático no Brasil. No Brasil, o El Niño pode provocar aumento das chuvas no Sul, seca no Norte e Nordeste, além de ondas de calor e temperaturas mais altas em diversas regiões. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) afirmam que o aquecimento global continua sendo a principal preocupação, enquanto o El Niño pode intensificar ainda mais os eventos climáticos extremos.

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Entrevistas14 de maio de 2026

Irmãos acusam Michael Jackson de abuso sexual infantil em novas denúncias

Quatro irmãos da família Cascio vieram a público com novas acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson. Eddie, Aldo, Dominic e Marie-Nicole Cascio concederam entrevista ao programa australiano “60 Minutes Australia”, no qual relataram supostos abusos ocorridos durante a infância e adolescência, além de alegarem manipulação psicológica, fornecimento de álcool e medicamentos controlados pelo cantor. Segundo os irmãos, a aproximação da família com Michael Jackson começou nos anos 1980, após o pai deles conhecer o artista em Nova York. A relação teria se tornado próxima a ponto de a família frequentar o Rancho Neverland e viajar ao redor do mundo com o cantor. Os relatos afirmam que Jackson conquistava a confiança da família com presentes, viagens e convivência constante antes dos supostos abusos. As acusações incluem episódios de assédio sexual, manipulação emocional e incentivo ao consumo de álcool e remédios ainda durante a infância. Durante a entrevista, os irmãos também alegaram que eram orientados a esconder os acontecimentos e negar qualquer comportamento inadequado em possíveis questionamentos feitos por familiares ou autoridades. As denúncias fazem parte de um processo movido pela família Cascio em fevereiro deste ano. Os acusadores afirmam que os abusos teriam ocorrido durante décadas em propriedades ligadas ao cantor e em viagens internacionais. Em resposta, representantes do espólio de Michael Jackson negaram as acusações e classificaram o caso como uma tentativa de extorsão financeira. Segundo a defesa, alegações semelhantes já teriam sido apresentadas anteriormente contra o artista ao longo dos últimos anos. Michael Jackson morreu em 2009, aos 50 anos, e continua sendo uma das figuras mais influentes e controversas da história da música mundial. As novas acusações reacendem debates sobre os antigos processos envolvendo o cantor e o impacto das denúncias de abuso na indústria do entretenimento.

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Saúde14 de maio de 2026

Surto de hantavírus: existe tratamento? Entenda os riscos da doença

Um surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro no Atlântico colocou autoridades internacionais de saúde em alerta e gerou preocupação em diversos países. Até o momento, a World Health Organization (OMS) confirmou casos da doença ligados ao navio, além de mortes e investigações envolvendo passageiros e pessoas que tiveram contato com os infectados. O caso começou após um cruzeiro partir da Argentina no início de abril. Dias depois, passageiros começaram a apresentar sintomas graves respiratórios. Entre os primeiros casos confirmados estavam um homem britânico, uma mulher alemã e um casal holandês, que morreram após desenvolver complicações associadas ao hantavírus. Segundo a OMS, a cepa identificada foi o hantavírus Andes, considerada rara por apresentar possibilidade de transmissão entre humanos — algo incomum na maioria dos hantavírus. A suspeita é que parte do contágio possa ter ocorrido durante deslocamentos e voos realizados após o desembarque de passageiros na África do Sul e em outras regiões. Com o avanço da investigação, autoridades sanitárias passaram a monitorar possíveis casos em países como França, Holanda, Singapura e Estados Unidos. Algumas pessoas foram isoladas preventivamente após contato próximo com passageiros infectados. Apesar da repercussão internacional, a OMS afirmou que o risco global permanece baixo e reforçou que não se trata de uma nova pandemia. Especialistas destacam que o hantavírus possui comportamento muito diferente do coronavírus e não apresenta transmissão rápida ou ampla entre pessoas. O que é o hantavírus? O hantavírus é o agente causador da hantavirose, doença infecciosa transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. O vírus pode estar presente na urina, fezes e saliva desses animais. A forma mais comum de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente. Em casos mais raros — como no hantavírus Andes — pode haver transmissão entre pessoas. A doença pode causar febre, dores musculares, fadiga e evoluir rapidamente para quadros pulmonares e cardiovasculares graves, conhecidos como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Sintomas Os principais sintomas incluem: • febre alta • dores no corpo • cansaço intenso • dificuldade para respirar • tosse • tontura • queda da pressão arterial Nos casos graves, o paciente pode desenvolver insuficiência respiratória rapidamente. Tratamento Atualmente, não existe medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte médico intensivo, principalmente para controle respiratório e cardiovascular. Pacientes graves geralmente necessitam de internação em UTI para acompanhamento contínuo. Prevenção As principais formas de prevenção incluem: • evitar contato com fezes, urina e saliva de roedores • manter ambientes limpos e ventilados • utilizar equipamentos de proteção ao limpar locais fechados • evitar acúmulo de lixo e alimentos expostos • procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos Autoridades internacionais seguem monitorando passageiros, contatos próximos e possíveis novos casos relacionados ao surto.

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