Nos pronunciamentos, Michelle afirmou que os dois não se falam desde o fim de 2025 e revelou detalhes de um desentendimento envolvendo decisões internas do Partido Liberal (PL).
Segundo Michelle, o conflito começou após sua participação em um evento no Ceará, onde criticou uma possível aliança do partido com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Após o episódio, ela afirmou ter tentado contato com Flávio, mas recebeu uma resposta considerada ríspida.
De acordo com a ex-primeira-dama, durante a conversa telefônica, o senador teria afirmado que ela deveria ficar fora das decisões do partido e que não entendia de política por ter chegado recentemente ao cenário político. Michelle disse ter se sentido humilhada e decidiu se afastar das articulações partidárias.
Nos vídeos, ela também afirmou que, após o episódio, outros filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram publicações semelhantes em resposta ao seu posicionamento, o que classificou como uma reação aparentemente coordenada. Michelle declarou ainda que conhece as pessoas responsáveis por divulgar informações sobre os bastidores da família e negou que tenha interesse em substituir Flávio como candidata à Presidência da República.
A ex-primeira-dama afirmou que sua prioridade, neste momento, é cuidar da família e do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de negar que tenha condicionado apoio político a um pedido público de desculpas.
Apesar das declarações, na manhã desta quinta-feira (25), Michelle publicou uma nova mensagem em tom conciliador. Ela afirmou que não guarda ressentimentos, disse que seu objetivo era apenas esclarecer informações que estariam sendo distorcidas e defendeu a união do grupo político.
"Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição", escreveu a ex-primeira-dama, pedindo ainda que suas declarações não fossem retiradas de contexto para alimentar novas polêmicas.



