Integrante das Equipes Caninas de Intervenção em Desastres (Ksar-Ecid), o cão ajudou a localizar 12 pessoas com vida sob os escombros apenas nos dois primeiros dias de buscas, segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros de Caracas.
Neste sábado (27), Tsunami foi deslocado para La Guaira, região considerada a mais afetada pelo terremoto e oficialmente classificada como zona de desastre. No local, o animal atua ao lado das equipes de resgate, utilizando seu treinamento para identificar a presença de vítimas soterradas e indicar sua localização aos socorristas, tornando o trabalho de busca mais rápido e preciso.
A história de Tsunami, no entanto, começou muito antes das missões de salvamento. Em 2017, o cão foi resgatado das ruas pela Associação Pró-Defesa dos Animais (Aproa), após sofrer maus-tratos e apresentar um quadro severo de desnutrição.
Depois de ser acolhido, recebeu treinamento especializado para atuar em operações de busca e resgate em áreas atingidas por desastres naturais. Desde então, passou a integrar missões nacionais e internacionais, incluindo as operações realizadas após os terremotos que devastaram a Turquia e a Síria em 2023.

O trabalho de cães farejadores como Tsunami é considerado essencial em situações de desastre, já que o olfato altamente desenvolvido desses animais permite localizar vítimas mesmo sob grandes volumes de concreto e escombros, aumentando significativamente as chances de sobrevivência durante as primeiras horas após uma tragédia.
A trajetória do Border Collie também se tornou símbolo de superação. Resgatado de uma situação de abandono e violência, Tsunami hoje é reconhecido como um dos principais cães de busca da Venezuela, demonstrando como o acolhimento e o treinamento podem transformar vidas — tanto a dele quanto a das pessoas que ajuda a salvar.



