A Universidade Federal do Ceará (UFC) inaugurou, em Fortaleza, o primeiro Laboratório da Pele de Tilápia do Brasil, dedicado ao desenvolvimento de novos bioprodutos a partir desse material.
A estrutura integra o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da universidade e pretende ampliar uma linha de pesquisa que começou justamente com uma pergunta pouco óbvia: a pele de um peixe poderia ajudar pessoas com queimaduras?
Por que pele de tilápia?
A pele da tilápia é rica em colágeno, proteína importante para a regeneração dos tecidos. Depois de passar por processos rigorosos de limpeza, esterilização e preparação, ela vem sendo estudada como um material biológico capaz de proteger feridas e favorecer a recuperação da pele.
Agora, o novo laboratório pretende ir além do uso em queimaduras. Os pesquisadores trabalham no desenvolvimento de matrizes biológicas de colágeno, curativos inteligentes e outros bioprodutos que poderão ter aplicações em cirurgia reconstrutiva, oftalmologia, ginecologia e até medicina veterinária.
Não significa que todo queimado já será tratado com pele de peixe
Apesar do potencial, é importante não confundir pesquisa científica com um tratamento disponível de forma ampla nos hospitais brasileiros.
O que começou com a pele de um peixe, portanto, pode se transformar em uma plataforma brasileira para desenvolver uma nova geração de materiais usados na regeneração do corpo humano.



