Carol Comunica

Saúde14 de maio de 20263 min de leitura

Surto de hantavírus: existe tratamento? Entenda os riscos da doença

Um surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro no Atlântico colocou autoridades internacionais de saúde em alerta e gerou preocupação em diversos países. Até o momento, a World Health Organization (OMS) confirmou casos da doença ligados ao navio, além de mortes e investigações envolvendo passageiros e pessoas que tiveram contato com os infectados. O caso começou após um cruzeiro partir da Argentina no início de abril. Dias depois, passageiros começaram a apresentar sintomas graves respiratórios. Entre os primeiros casos confirmados estavam um homem britânico, uma mulher alemã e um casal holandês, que morreram após desenvolver complicações associadas ao hantavírus. Segundo a OMS, a cepa identificada foi o hantavírus Andes, considerada rara por apresentar possibilidade de transmissão entre humanos — algo incomum na maioria dos hantavírus. A suspeita é que parte do contágio possa ter ocorrido durante deslocamentos e voos realizados após o desembarque de passageiros na África do Sul e em outras regiões. Com o avanço da investigação, autoridades sanitárias passaram a monitorar possíveis casos em países como França, Holanda, Singapura e Estados Unidos. Algumas pessoas foram isoladas preventivamente após contato próximo com passageiros infectados. Apesar da repercussão internacional, a OMS afirmou que o risco global permanece baixo e reforçou que não se trata de uma nova pandemia. Especialistas destacam que o hantavírus possui comportamento muito diferente do coronavírus e não apresenta transmissão rápida ou ampla entre pessoas. O que é o hantavírus? O hantavírus é o agente causador da hantavirose, doença infecciosa transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. O vírus pode estar presente na urina, fezes e saliva desses animais. A forma mais comum de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente. Em casos mais raros — como no hantavírus Andes — pode haver transmissão entre pessoas. A doença pode causar febre, dores musculares, fadiga e evoluir rapidamente para quadros pulmonares e cardiovasculares graves, conhecidos como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Sintomas Os principais sintomas incluem: • febre alta • dores no corpo • cansaço intenso • dificuldade para respirar • tosse • tontura • queda da pressão arterial Nos casos graves, o paciente pode desenvolver insuficiência respiratória rapidamente. Tratamento Atualmente, não existe medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte médico intensivo, principalmente para controle respiratório e cardiovascular. Pacientes graves geralmente necessitam de internação em UTI para acompanhamento contínuo. Prevenção As principais formas de prevenção incluem: • evitar contato com fezes, urina e saliva de roedores • manter ambientes limpos e ventilados • utilizar equipamentos de proteção ao limpar locais fechados • evitar acúmulo de lixo e alimentos expostos • procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos Autoridades internacionais seguem monitorando passageiros, contatos próximos e possíveis novos casos relacionados ao surto.

Foto: Divulgação
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Carol Comunica

Maringá, 14 de maio de 2026 · 3 min de leitura

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