Apaixonado por mergulho e surfe, ele decidiu buscar uma alternativa aos descartáveis produzidos a partir do petróleo. Em 2014, participou da criação da Avani Eco, empresa de Bali dedicada ao desenvolvimento de embalagens feitas com matérias-primas renováveis.
Entre os produtos que mais chamaram atenção estão as sacolas à base de amido de mandioca, derivados de óleo vegetal e outros materiais naturais. Segundo a empresa, elas não possuem componentes derivados de petróleo, são biodegradáveis e compostáveis.
Kumala ganhou repercussão internacional ao demonstrar o produto colocando uma sacola em água quente e bebendo parte do líquido, numa ação para destacar a proposta de não toxicidade do material.
A tecnologia não ficou restrita às sacolas. A empresa desenvolveu embalagens utilizando materiais como mandioca, milho, papel e bagaço de cana-de-açúcar, incluindo copos, canudos e recipientes para alimentos.
Apesar do potencial, existe um obstáculo importante: o preço. O próprio Kumala já reconheceu que o custo de produção torna os produtos mais caros do que alternativas convencionais, um dos desafios para ampliar sua adoção.
A proposta mostra como uma matéria-prima simples e abundante pode fazer parte da busca por soluções para um dos maiores problemas ambientais da atualidade: o excesso de plástico descartável.



