Na saúde pública, um exemplo chama atenção pelo tamanho. Em março, o maior mutirão do SUS voltado exclusivamente às mulheres realizou mais de 229 mil atendimentos em apenas dois dias, incluindo cirurgias e exames de média e alta complexidade. A mobilização reuniu hospitais de todo o país e atendeu mulheres de diferentes idades.
Outro avanço deve chegar aos pacientes a partir de outubro: o SUS anunciou a oferta de três novos medicamentos para o câncer de pulmão — brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A estimativa é beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas. No setor privado, um dos tratamentos pode ultrapassar R$ 643 mil por ano.
A ciência brasileira também teve motivos para comemorar. Estudantes do país conquistaram oito premiações na Regeneron ISEF 2026, uma das principais competições internacionais pré-universitárias de ciência e engenharia. Os projetos brasileiros envolveram áreas como saúde, inteligência artificial, meio ambiente e agricultura.
E algumas histórias mostram o impacto de uma segunda chance. No Paraná, Augusto Cezar Zapello, de 34 anos, conseguiu realizar um transplante renal depois de 11 anos em hemodiálise e nove tentativas frustradas. O rim compatível apareceu na décima tentativa.
Há também boas notícias que não dependem de grandes estruturas. No Rio de Janeiro, a aposentada Dalva Taboada passou a produzir cachecóis à mão e entregá-los pessoalmente a garis e trabalhadoras ambulantes como forma de reconhecimento e carinho.
São histórias muito diferentes entre si, mas que lembram uma coisa simples: notícia também pode ser sobre aquilo que está funcionando, sobre quem está cuidando e sobre vidas que estão recomeçando.



